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25 de abril de 2019

Marins x Itaguaré: O trekking mais técnico do Brasil

CONFIRA

Se o trekking da Serra Fina é o mais desafiante do Brasil, o Marins x Itaguaré é com certeza o trekking mais técnico. Ele é uma mistura dos “trepa pedras” do Parque Nacional de Itatiaia com o peso e a falta d’água da Serra Fina. Na verdade verdadeira, apenas o 2º dia é difícil assim, mas é ele quem define o trekking feito em 3 dias.

Essa serra é rodeada de mistérios, pessoas desaparecidas ou nunca encontradas. É um palco de grandes resgates de pessoas perdidas. Localizada no município de Piquete, ela é muito procurada por quem quer ir apenas pro Marins em um final de semana, mas com certeza é um belo desafio.

Conheça o roteiro do trekking mais técnico do Brasil

Dia 1 – Pico dos Marins

Saia da base com bastante água. Você vai precisar dela para o dia inteiro, noite inteira e metade do dia seguinte. Nesse primeiro trecho, a navegação é tranquila e sem grandes problemas. Mas ao chegar no Morro do Careca, fique esperto, existem algumas bifurcações que podem te confundir.

De lá, o caminho continua sentido Pico dos Marins, entrando em rampões de pedras, até chegar ao cume. Esse cume é muito procurado por quem quer tirar boas fotos. Por ficar bem cheio aos finais de semana, uma boa estratégia é dormir na base. Neste ponto, é quase onde se bifurca para seguir com o trekking, antes de começar o ataque final ao cume e ir pela manhã ver o nascer do sol.

Dia 2 – Pico dos Marins / Pico do Itaguaré

Prepare-se para um belo desafio, pois esse dia é bem complicado, caracterizando um trekking mais técnico. Você vai seguir sentido Pico do Itaguaré. Leve bastante água na mochila, pois o próximo ponto de água fica um pouco depois da metade do caminho. E ainda corre-se o risco desse ponto de água estar seco! Então, minha recomendação é ir sempre com uma margem de segurança. 😉

Trekking mais técnico dia 3: Pico do Itaguare

Andando entre rampões de pedra, capim elefante alto e com trechos de “escalaminhada”, esse dia vai exigir um desempenho melhor do que o normal para chegar ao acampamento ainda sob a luz do dia. Esse acampamento é mais protegido do vento, pois não rola acampar no cume do Itaguaré.

Cuidado! Muitas bifurcações podem te confundir e isso demanda atenção.

Dia 3 – Pico do Itaguaré

Com um dia BEM tranquilo pela frente, rola acordar um pouco mais tarde. Caso você queira ver o nascer do sol, pode subir o Pico do Itaguaré ainda na madrugada. Uma montanha de rocha, com muitas fendas que lembram bastante o Pico das Agulhas Negras. É um lugar incrível pra fazer boas fotos. Ao descer pela mata, em 2 horas você estará no campinho. Ali acontece o resgate para te levar até a base onde deixou teu carro.

Essa travessia merece uma atenção especial no quesito segurança e conhecimentos técnicos, pois é comum ouvir histórias de pessoas que se perderam, foram pegas por incêndios ou nunca mais foram vistas, por isso, estude sempre antes de ir, use os equipamentos corretos ou contrate um guia experiente.

Prontos para encarar esse trekking?

 

Bruno de Masredon Parceiro técnico - Agência AventuristaBruno de Masredon, da agência Aventurista.
www.aventurista.tur.br

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